Natal-RN – Felipe Bezerra
A caixilharia de aço e vidros especiais destacam-se no acesso principalCaixa hermética e irregular é definida por superfícies inclinadas
O edifício parte de linhas contemporâneas para combinar, em cada face, soluções que mesclam o high tech e o regional. Na parte frontal do prédio, a quina noroeste corresponde ao acesso principal, voltado para uma das esquinas mais movimentadas da cidade. Essa entrada é marcada pela caixilharia em perfis de aço que ocupa todo o pé-direito da loja e é protegida externamente pela marquise revestida por painéis de alumínio composto (ACM).
Na vedação, vidro incolor importado, com alto índice de reflexão solar, reduz a incidência interna de calor e, ao mesmo tempo, permite que os dois pavimentos com pé-direito duplo tenham um ponto de contato com o exterior.
Cegas, as grandes empenas que ladeiam esse acesso são revestidas por alvenaria frisada com perfis de alumínio. À direita, esse plano termina no vazio que corresponde à porção inferior subtraída do volume, espaço aproveitado para a implantação de um pequeno jardim externo, onde se destaca um pilar metálico inclinado. “No interior de lojas, as quinas são cantos escondidos, pouco valorizados, e isso permitiu o uso desses pontos para definir a estética externa do prédio”, explica Bezerra.
À esquerda, o plano termina na quina marcada pelas duas caixas de vidro adicionadas ao volume. Uma delas, disposta na horizontal e de frente para o norte e para a avenida, tem por função atrair a atenção dos pedestres; a outra, posicionada na vertical e voltada para o leste, situa-se ao lado do acesso do estacionamento da loja e destaca alguns itens para os clientes que chegam de carro.
Na quina sudeste, oposta à entrada principal, localizam-se a doca para carga e descarga e o acesso de serviço. Para esse ponto, o arquiteto desenvolveu um volume inclinado com a parte de baixo recortada e a superior vedada por telhas metálicas. Nos acabamentos, predominam a alvenaria frisada e as reentrâncias ressaltadas pelo revestimento em rachinha, pedra granítica comum na região.
Internamente, são dois pavimentos de loja – ambos com seis metros de pé-direito – e o piso superior, que funciona como depósito e tem cobertura metálica. Na porção sudeste,
andares intermediários abrigam setores administrativos e ambientes de uso dos funcionários, como vestiários e refeitório. Simples, os acabamentos incluem apenas piso de concreto em placas polidas após o assentamento e paredes de alvenaria com pintura branca.
As fundações foram previstas para permitir a ampliação da loja em mais três pavimentos e a estrutura de concreto segue a modulação 8 x 8 metros, a mesma usada em shopping centers, por atender às necessidades do estacionamento.
Texto resumido a partir de reportagem de Nanci Corbioli
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 305 Julho de 2005
Texto retirado do Link: http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/arquitetura607.asp
Ficha Técnica:
Megastore Rio Center
Local: Natal, RN
Projeto: 2002
Conclusão da obra: 2004
Área do terreno: 6.725 m2
Área construída: 6.305 m2
Arquitetura: Felipe Bezerra (autor); Andrier Varela e Giuliano Caldas (colaboradores)
Interiores: FA Arquitetura
Luminotécnica: Oficina da Luz
Paisagismo: Flor de Liz
Estruturas: Enecol (concreto) e RCM (metálica)
Instalações: AR
Fundação: GNG
Construção: Ecocil
Fotos: Ricardo Junqueira
Fornecedores
Alcoa (painéis ACM e telhas metálicas); Segmec (caixilharia da entrada); Eucatex (divisórias);
ThyssenKrupp (elevadores); Unipiso (pisos internos); Cecrisa (revestimentos cerâmicos); Ello (esquadrias);
Gypsum (forros); Osram (lâmpadas); Carolino, Munclair (luminárias); Ibratin (tintas); Carrier, Ar Clima (ar-condicionado); Mármore (mármores e granitos); Glaverbel (vidros); PP Pré-Moldados (piso intertravado de concreto)






