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	<title>ArqRN &#187; Arquitetura</title>
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	<description>O site da arquitetura potiguar.</description>
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		<title>Teatro, Natal</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 02:38:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webmaster</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Arquitetura]]></category>

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		<description><![CDATA[Escolhido em concurso público de arquitetura idealizado, no final do ano passado, pelo governo do Rio Grande do Norte, pelo Instituto de Arquitetos do Brasil/Departamento do Rio Grande do Norte e pela Fundação José Augusto, o projeto do Teatro de Natal foi criado por equipe liderada por Mario Biselli e Guilherme Motta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Escolhido em concurso público de arquitetura idealizado, no final do ano passado, pelo governo do Rio Grande do Norte, pelo Instituto de Arquitetos do Brasil/Departamento do Rio Grande do Norte e pela Fundação José Augusto, o projeto do Teatro de Natal foi criado por equipe liderada por Mario Biselli e Guilherme Motta. No desenho dos arquitetos paulistas, o privilegiado terreno &#8211; com duas esquinas e a face maior voltada para a avenida Miguel Castro, importante artéria da cidade &#8211; ganhará uma grande praça pública, de configuração triangular, voltada para a via principal.</p>
<p>Nesse espaço livre de construções, uma parte será pavimentada e destinada a apresentações ao ar livre (em atendimento a pedido do edital), e a porção restante será ocupada por jardim de palmeiras e jatos d’água. O programa proposto pelos organizadores, que solicitava quatro salas de espetáculos de tamanhos diversos (com 200, 400, 600 e 2 mil lugares), foi disposto de forma crescente, com as respectivas caixas de palco alinhadas junto à divisa nordeste do lote, ou seja, do lado oposto à praça projetada. As quatro platéias serão agrupadas por uma segunda cobertura, de modo a configurar um volume único, de planta trapezoidal, que dará caráter ao projeto. Essa cobertura, segundo os autores, conterá ainda um grande saguão único, de escala monumental.</p>
<p>Ao contrário do restante do prédio, que será construído com estrutura de concreto e alvenaria, essa cobertura possuirá estrutura metálica e fechamentos translúcidos, “promovendo o sombreamento de uma varanda nordestina”, segundo os arquitetos. No entanto, mesmo que os autores justifiquem esse elemento com apelos regionais, o edifício terá configuração contemporânea &#8211; dotando a cidade de equipamento inédito e marcante -, com os volumes das platéias, em tom avermelhado, assumindo o papel de protagonistas, tanto vistos de dentro quanto de fora. Ainda quanto à grelha conformadora dessa segunda pele que resolve a sempre difícil volumetria de um teatro, o júri solicita na ata que os autores dêem especial atenção à escolha do material e a sua potencial transparência durante o desenvolvimento do projeto. Os jurados chamam a atenção ainda para dois aspectos: a proteção da praça frontal frente às altas temperaturas e ventos da capital potiguar e o acesso à sala de espetáculos maior.</p>
<p>Por outro lado, mesmo com o saguão único, foi possível manter a independência das quatro salas, que possuem foyers próprios. A maior delas, por exemplo, destinada a grandes espetáculos, poderá ser alcançada através de um porte-cochère, ao qual se terá acesso por uma das vias laterais. Nesse ponto, a equipe criou um grande telão, que ajudará a configurar o volume principal.</p>
<p>Em contraposição ao bloco descrito, a setorização dispôs os camarins e os palcos (com volumes visíveis do exterior) na face posterior. Alimentados por uma via interna de serviço, que ocupará o recuo nordeste de seis metros de largura, os espaços de apoio estarão em grande parte implantados no subsolo, que abrigará também dois níveis de garagem destinada ao público, aproveitando o desnível existente.</p>
<p>A proposta derrotou outros 75 concorrentes e foi escolhida por júri formado por Francisco Spadoni, Gian Carlo Gasperini, Gustavo Penna, Hector Vigliecca, Nelson Dupré, Sérgio de Paiva e Sylvio Podestá. As equipes classificadas em segundo e em terceiro lugares (Juliana Corradini e José Alves; Lilian e Renato Dal Pian, respectivamente) também são paulistas</p>
<h3><strong>Texto resumido a partir de reportagem de Fernando Serapião</strong></h3>
<ul>
<li>Publicada originalmente em PROJETODESIGN</li>
<li>Edição 312 Fevereiro de 2006</li>
</ul>
<h3>Ficha Técnica</h3>
<ul>
<li>Teatro de Natal</li>
<li>Local: Natal, RN</li>
<li>Início do projeto: 2005</li>
<li>Área do terreno: 22.289 m2</li>
<li>Área construída: 12.412 m2</li>
<li>Arquitetura: Mario Biselli e Guilherme Motta (autores);</li>
<li>Daniel Corsi da Silva, Taís Cristina da Silva, Renata</li>
<li>Calfat, André Sauaia, Fernanda Castilho, Victor</li>
<li>Paixão e Marcela Ernani (colaboradores)</li>
<li>Maquetes eletrônicas: Visualize</li>
<li>Consultoria de paisagismo: Iracy Leme</li>
<li>Consultoria de orçamento: Ricardo Zulques</li>
</ul>
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		</item>
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		<title>Terminal Aéreo, Natal-RN</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 02:37:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webmaster</dc:creator>
				<category><![CDATA[ARQTigos]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitetura]]></category>

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		<description><![CDATA[O novo terminal de passageiros do aeroporto internacional de Natal prioriza a luz e a ventilação naturais para dispensar sistema de ar condicionado e o isolamento por esquadrias. A exigência, por parte da Infraero, de rapidez e limpeza na obra visava causar menos transtornos aos usuários e induziu ao uso de estruturas metálicas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O novo terminal de passageiros do aeroporto internacional de Natal prioriza a luz e a ventilação naturais para dispensar sistema de ar condicionado e o isolamento por esquadrias. A exigência, por parte da Infraero, de rapidez e limpeza na obra visava causar menos transtornos aos usuários e induziu ao uso de estruturas metálicas. O prédio apresenta linguagem baseada em transparências e na plasticidade proporcionada pelo uso de estruturas metálicas aparentes. Previsto pelo plano diretor do aeroporto, o novo terminal foi erguido ao lado do antigo, que deverá ser reformulado para criar um conjunto com unidade arquitetônica e cumprir o programa da Infraero, planejado para 1,5 milhão de passageiros/ano. O projeto baseou-se em parâmetros como o dimensionamento dos espaços e os tipos de aeronaves, definidos pela Infraero, e a exigência de nível A de conforto para atender às normas internacionais. A condicionante mais importante, porém, foi a necessidade de adaptação do projeto às fundações preexistentes, que impunham modulação estrutural com vãos de 12 metros. Por último, pedia-se que a obra fosse limpa e rápida. Para Sérgio Parada, o uso da estrutura metálica foi a solução lógica. “O terminal é o primeiro do Brasil a ser executado inteiramente em aço”, diz. A proposta procurou tirar proveito das condições naturais, de modo a minimizar o consumo de energia elétrica com soluções artificiais de iluminação e ventilação.</p>
<p>Isso resultou em um terminal aberto, totalmente integrado ao exterior, naturalmente iluminado e ventilado, de forma semelhante ao Aeroporto Internacional de Brasília, modernizado no início da década de 90 por projeto do próprio Parada. Essa opção impôs cuidados extras para suavizar a temperatura, como a elaboração de projeto paisagístico para o entorno do edifício; a especificação, na área de estacionamento, de piso de concreto, que retém menos calor que o asfalto; e a construção de espelhos d’água, para refrescar a brisa antes que ela chegasse aos interiores. Embora importantes, esses itens ainda não foram executados.</p>
<p>O ponto de destaque do conjunto é a cobertura, que explora, ao mesmo tempo, a circulação do ar e a entrada de luz natural. Suas linhas curvas criam vãos diferenciados e de grande plasticidade, complementadas por uma linha horizontal posicionada no encontro dos telhados, na parte superior, formando um shed. O isolamento termoacústico das telhas e o grande colchão de ar entre elas e o forro contribuem para o conforto ambiental. Uma faixa delimitada pela cobertura marca a transição entre interior e exterior e oferece proteção contra intempéries aos passageiros que chegam ou saem do aeroporto.</p>
<h3>Texto resumido a partir de reportagem de Nanci Corbioli</h3>
<ul>
<li>Publicado originalmente em PROJETO DESIGN &#8211; Edição 250 &#8211; Dezembro 2000</li>
</ul>
<h3>Ficha técnica</h3>
<ul>
<li> Terminal de Passageiros do Aeroporto Internacional Augusto Severo</li>
<li> Local: Natal-RN</li>
<li>Projeto: 1998</li>
<li>Conclusão da obra: 2000</li>
<li>Área construída: 15 000 m2</li>
<li>Arquitetura: Sérgio Roberto Parada Arquitetos Associados</li>
<li>Coordenação de projetos: Themag</li>
<li>Luminotécnica: Esther Stiller</li>
<li>Consultoria Comunicação visual: Duo Design</li>
<li>Fundações, estrutura de concreto, instalações, ar condicionado e ventilação mecânica: Themag</li>
<li>Estrutura metálica: Paulo André Barroso</li>
<li>Construção: Empire Tecnologia</li>
<li>Fotos: Ricardo Junqueira</li>
</ul>
<h3>Fornecedores</h3>
<ul>
<li>Confiança (estrutura metálica)</li>
<li>Sert (redes elétrica e hidráulica)</li>
<li>Primare (ar-condicionado)</li>
<li>Record (impermeabilização)</li>
<li>Angra (forros metálicos, grelhas e corrimãos)</li>
<li>Med (estação de tratamento de esgoto e drenagem de águas pluviais)</li>
<li>Telemática (controle de acesso e detecção de intrusão)</li>
<li>EIT (ampliação do pátio de aeronaves)</li>
<li>Supermix (concreto)</li>
<li>Thissen Boetticher (elevadores, escadas rolantes e pontes de embarque)</li>
<li>MPE (esteiras e transformadores)</li>
<li>Johnson (sensores eletrônicos e sistema de gerenciamento de unidades de energia)</li>
<li>Redisul (rede estruturada)</li>
<li>Ramal (sistema de detecção e alarme de incêndio)</li>
<li>Leon Heimer (grupo diesel geradores)</li>
<li>Di-Som (sistema de sonorização)</li>
<li>CNEC (sistema informativo de vôo)</li>
<li>Cetest (unidade resfriadora)</li>
<li>NTK (sistema de docagem das aeronaves)</li>
<li>Alcoa (alumínio)</li>
<li>Perkrom (telhas metálicas)</li>
<li>Inmecol (esquadrias de alumínio)</li>
<li>Granos, Granex (granitos)</li>
<li>Eliane (revestimentos cerâmicos)</li>
<li>Glassec, SF (vidros)</li>
<li>Dow Corning (silicone)</li>
<li>Lumini (luminárias)</li>
<li>Philips (lâmpadas, reatores e sistema interno de TV)</li>
<li>Osram (lâmpadas e reatores)</li>
<li>Inelsa (quadros elétricos)</li>
<li>Sasimil (divisórias)</li>
<li>Queiróz Oliveira (material hidráulico, painéis, vidros e revestimentos de piso)</li>
<li>Kauffman (juntas)</li>
<li>Teperman (mobiliário)</li>
<li>Módulo (montagem de balcões, bancadas e armários)</li>
</ul>
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		<item>
		<title>O Uso do Pilotis em Brasília: do Protótipo ao Estereótipo</title>
		<link>http://www.arquiteturarn.com.br/o-uso-do-pilotis-em-brasilia-do-prototipo-ao-estereotipo-2/</link>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 02:36:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>webmaster</dc:creator>
				<category><![CDATA[ARQTigos]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitetura]]></category>

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		<description><![CDATA[Lúcio Costa entendia haver uma diferença fundamental entre o arquiteto moderno e o modernista. Segundo ele, o modernista era aquele que se limitava a usar os cânones estéticos sem a capacidade de manipulá-los em consonância com os contextos histórico e social – desprovidos da noção de temporalidade social.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>“A criação não é uma compreensão, é um novo mistério”<br />
<em>Clarice Lispector</em></p></blockquote>
<p><em>Por Francisco Lauande</em></p>
<p>Lúcio Costa entendia haver uma diferença fundamental entre o arquiteto <em>moderno</em> e o <em>modernista</em>. Segundo ele, o <em>modernista</em> era aquele que se limitava a usar os cânones estéticos sem a capacidade de manipulá-los em consonância com os contextos histórico e social – desprovidos da noção de temporalidade social. O <em>moderno</em> seria então, o que aquele que, entre outras coisas, considera como base fundamental do conhecimento na arquitetura os ensinamentos do passado.</p>
<p>Lúcio Costa admitia haver em sua criação para o projeto do plano-piloto um uso deliberado de suas referências urbanas criadas através de estudos ou de sua própria vivência em determinadas cidades – o que pode ser entendido como o vínculo do sujeito-criador com uma temporalidade individual imanente no processo de produção da arquitetura. Brasília, portanto, não é apenas uma tradução de conceitos do que se imaginava para uma cidade moderna. Ela é também uma simbiose feita entre o passado e o presente. O projeto para as superquadras carrega tanto quanto os conceitos da cidade-jardim as imagens das cidades antigas do Brasil, como explicou Maria Elisa Costa:</p>
<p>“Nas cidades mineiras antigas, também a receita básica de moradia era uma só: casas geminadas, mesmo tipo de telhado, de janelas, de portas – as variações decorriam. Da topografia, de sutilezas de proporção, dos detalhes, do acabamento, da cor nas esquadrias, mas tudo claramente limitado pelo padrão comum da receita única. Talvez, seja este o parentesco entre dois resultados urbanos tão diferentes” (1).</p>
<p>A superquadra [figura 1] é um conjunto de edifícios residenciais sobre pilotis cercados por renques de árvores, formando um espaço finito configurado em um quadrado de 280 x 280 metros, cuja previsão de uma densidade populacional variava entre 2.500 e 3.000 pessoas. No item 16 do relatório para o plano-piloto de Brasília, Lúcio Costa explicitou a solução para o problema do setor residencial:</p>
<p>“Quanto ao problema residencial, ocorreu a solução de criar-se uma seqüência contínua de grandes quadras dispostas, em ordem dupla ou singela, de ambos os lados da faixa rodoviária, e emolduradas por uma larga cinta densamente arborizada, árvores de porte, prevalecendo em cada quadra determinada espécie vegetal, com chão gramado e uma cortina suplementar intermitente de arbustos e folhagens, a fim de resguardar melhor, qualquer que seja a posição do observador, o conteúdo das quadras, visto sempre num segundo plano e como que amortecido na paisagem” (2).</p>
<div id="attachment_705" class="wp-caption aligncenter" style="width: 380px"><a href="http://www.arquiteturarn.com.br/wp-content/uploads/figura17101.jpg"><img class="size-full wp-image-705" title="Figura 1" src="http://www.arquiteturarn.com.br/wp-content/uploads/figura17101.jpg" alt="Croqui representando um conjunto de superquadras (extraído da transcrição do relatório do Plano-Piloto no livro “Registro de uma vivência”)." width="370" height="252" /></a><p class="wp-caption-text">Croqui representando um conjunto de superquadras (extraído da transcrição do relatório do Plano-Piloto no livro “Registro de uma vivência”).</p></div>
<p>Nos anos 40, Lúcio Costa utiliza no projeto para os edifícios do Parque Guinle, no Rio de Janeiro, pela primeira vez, a proposta Corbusiana de deixar o edifício sustentado por pilares, com o objetivo permitir o rés-do-chão aberto – o pilotis. Este fato tornou-se um marco da arquitetura na época e que, mais tarde, foi utilizado nas superquadras em Brasília [figura 2].</p>
<div id="attachment_704" class="wp-caption aligncenter" style="width: 380px"><a href="http://www.arquiteturarn.com.br/wp-content/uploads/figura17102.jpg"><img class="size-full wp-image-704" title="Figura 2" src="http://www.arquiteturarn.com.br/wp-content/uploads/figura17102.jpg" alt="Croqui feito por Lúcio Costa representando o projeto para o parque Guinle (extraído do livro “Registro de uma vivência”)." width="370" height="236" /></a><p class="wp-caption-text">Croqui feito por Lúcio Costa representando o projeto para o parque Guinle (extraído do livro “Registro de uma vivência”).</p></div>
<p>Os edifícios das superquadras, diferentemente do que hoje entendemos como condomínio, não ocupam lotes e sim, projeções. O chão passa, por conseguinte, a ser de uso comum, onde a liberdade de ir e vir dentro do espaço formado pela superquadra é público. Em outras palavras, os moradores não são mais donos de um terreno. Eles passam a deter, apenas, a concessão de uso de um espaço “aéreo” sobre uma área que é pública. O pilotis foi utilizado como intenção não apenas de proporcionar visibilidade, mas o da permeabilidade, viabilizando a passagem dos transeuntes eventuais – sem inibição ou distinção. O seu uso, portanto, deixa explícita a pretensão de que a cidade pertenceria a todos.</p>
<p>A superquadra comparece no projeto para o plano-piloto como elemento que, de forma contínua, configura uma tessitura de um dos dois eixos estruturadores da área urbanizada: o eixo do homem no nível de sua existência individual – o outro viria a representar a afirmação do sentido coletivo, traduzido por Lúcio Costa através do que ele denominou como escala monumental. No item 23 do relatório do plano-piloto ele explica da seguinte maneira a diferença entre os dois eixos:</p>
<p>“É assim que, sendo monumental, é também cômoda, eficiente, acolhedora, íntima. É ao mesmo tempo derramada e concisa, bucólica e urbana, lírica e funcional [...] Brasília, capital aérea e rodoviária; cidade-parque. Sonho arqui-secular do Patriarca” (3).</p>
<p>Na confluência de quatro quadras Lúcio Costa propôs a localização de equipamentos comuns com o intuito de proporcionar integração entre os seus moradores. O protótipo que representa esse conceito encontra-se na asa sul de Brasília, entre as superquadras 107, 108, 307, 308. Os equipamentos escolhidos para o protótipo foram: igreja, escola, clube, cinema [figura 1] – tal conjunto passou a ser chamado, a posteriori, de <em>Unidade de Vizinhança.</em> Da obra de Kevin Lynch: “A imagem da Cidade”, extrai:</p>
<p>“Uma cidade legível seria aquela cujos bairros, marcos ou vias fossem facilmente reconhecíveis e agrupados num modelo geral [...] um cenário físico vivo e integrado, capaz de produzir uma imagem bem definida, desempenha também um papel social. Pode fornecer a matéria-prima para os símbolos e as reminiscências coletivas da comunicação de grupo” (4).</p>
<div id="attachment_706" class="wp-caption aligncenter" style="width: 380px"><a href="http://www.arquiteturarn.com.br/wp-content/uploads/figura17103.jpg"><img class="size-full wp-image-706" title="Figura 3" src="http://www.arquiteturarn.com.br/wp-content/uploads/figura17103.jpg" alt="Croqui extraído do livro “Registro de uma vivência” feito por Lúcio Costa representando o projeto para o Plano-Piloto. Nos trechos 1 e 2 estão localizadas as superquadras “setecentos” (702 a 714) e “novecentos” (902 a 914)." width="370" height="198" /></a><p class="wp-caption-text">Croqui extraído do livro “Registro de uma vivência” feito por Lúcio Costa representando o projeto para o Plano-Piloto. Nos trechos 1 e 2 estão localizadas as superquadras “setecentos” (702 a 714) e “novecentos” (902 a 914).</p></div>
<p>A permeabilidade proporcionada pelo pilotis assumiu um papel primordial na ligação entre as superquadras. Por seu intermédio, eixos reais e virtuais proporcionam possibilidades de articulação para o trânsito de pedestres. Sendo assim, o pilotis participa, de forma fundamental, na consolidação da integração, principalmente, do conjunto de cada quatro quadras.<em> </em>A implantação dos edifícios construídos na área residencial das <em>setecentos </em>(5) [figura 3] – da 702 a 716 –, na asa sul (714 e 715), são um exemplo de que é necessária a harmonia entre o edifício e a topografia para que a função plena do uso do pilotis seja atingida [figuras 4 e 5].</p>
<div id="attachment_703" class="wp-caption aligncenter" style="width: 380px"><a href="http://www.arquiteturarn.com.br/wp-content/uploads/figura17104.jpg"><img class="size-full wp-image-703" title="Figura 4" src="http://www.arquiteturarn.com.br/wp-content/uploads/figura17104.jpg" alt="Edifício de dois pavimentos sobre pilotis localizado na área residencial das “setecentos” (714), na asa sul. A rua local que dá acesso ao estacionamento externo, corta o pavimento térreo (foto tirada pelo autor)." width="370" height="278" /></a><p class="wp-caption-text">Edifício de dois pavimentos sobre pilotis localizado na área residencial das “setecentos” (714), na asa sul. A rua local que dá acesso ao estacionamento externo, corta o pavimento térreo (foto tirada pelo autor).</p></div>
<div id="attachment_702" class="wp-caption aligncenter" style="width: 380px"><a href="http://www.arquiteturarn.com.br/wp-content/uploads/figura17105.jpg"><img class="size-full wp-image-702" title="Figura 5" src="http://www.arquiteturarn.com.br/wp-content/uploads/figura17105.jpg" alt="Edifício de dois pavimentos sobre pilotis localizado na área residencial das “setecentos” (714), na asa sul. O passeio encontra-se no mesmo nível do piso do térreo (foto tirada pelo autor)." width="370" height="277" /></a><p class="wp-caption-text">Edifício de dois pavimentos sobre pilotis localizado na área residencial das “setecentos” (714), na asa sul. O passeio encontra-se no mesmo nível do piso do térreo (foto tirada pelo autor).</p></div>
<p>A comparação entre o croqui feito por Lúcio Costa para demonstrar a ocupação de uma superquadra [figura 6] com a implantação do projeto feita pelo Estado, demonstra que a realidade é uma interpretação e não, uma reprodução fiel da proposta. O <em>modelo padrão</em> [figura 7] utiliza projeções nas fronteiras da superquadra, cujo conceito se desfez em algumas superquadras, tanto na asa sul quanto na asa norte [figura 8]. Fica então, a hipótese a ser investigada de que se em cada caso fossem considerados os fatores como a insolação e a topografia, um melhor resultado na implantação dos edifícios seria alcançado, além de uma sintaxe espacial com mais possibilidades.</p>
<div id="attachment_701" class="wp-caption aligncenter" style="width: 380px"><a href="http://www.arquiteturarn.com.br/wp-content/uploads/figura17106.jpg"><img class="size-full wp-image-701" title="Figura 6" src="http://www.arquiteturarn.com.br/wp-content/uploads/figura17106.jpg" alt="Croqui feito por Lúcio Costa representando a ocupação de uma superquadra (extraído do livro “Registro de uma vivência”)." width="370" height="328" /></a><p class="wp-caption-text">Croqui feito por Lúcio Costa representando a ocupação de uma superquadra (extraído do livro “Registro de uma vivência”).</p></div>
<div id="attachment_700" class="wp-caption aligncenter" style="width: 380px"><a href="http://www.arquiteturarn.com.br/wp-content/uploads/figura17107.jpg"><img class="size-full wp-image-700" title="Figura 7" src="http://www.arquiteturarn.com.br/wp-content/uploads/figura17107.jpg" alt="Vista aérea da superquadra 308, na asa sul. Uma das primeiras superquadras construídas. (Foto extraída do site GoogleEarth)." width="370" height="376" /></a><p class="wp-caption-text">Vista aérea da superquadra 308, na asa sul. Uma das primeiras superquadras construídas. (Foto extraída do site GoogleEarth).</p></div>
<div id="attachment_699" class="wp-caption aligncenter" style="width: 380px"><a href="http://www.arquiteturarn.com.br/wp-content/uploads/figura17108.jpg"><img class="size-full wp-image-699" title="Figura 8" src="http://www.arquiteturarn.com.br/wp-content/uploads/figura17108.jpg" alt="Vista aérea da superquadra 309, na asa norte. (Foto extraída do site GoogleEarth). " width="370" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Vista aérea da superquadra 309, na asa norte. (Foto extraída do site GoogleEarth). </p></div>
<p>O uso do pilotis, em especial na superquadras mais novas, demonstra a subversão mais grave relativa ao conceito imaginado por Lúcio Costa. Ocorreu o que pode ser entendido como a inversão do protótipo para um estereótipo. A desarmonia entre a implantação do edifício e topografia aliada ao fenômeno da privatização parcial do pavimento térreo – que passou a ser usado, não penas para os acessos, mas também para espaços como o <em>salão de festas</em> – limitou o pilotis, do ponto de vista formal, à leitura como um elemento, cujo sentido da existência encontra-se praticamente limitado ao cumprimento de uma exigência do código de obras. Com efeito, o resultado do conjunto em uma superquadra ficou sujeito ao nível de comprometimento dos arquitetos e das incorporadoras com o conceito original. Preservou-se a visibilidade, mas não o mais importante, a permeabilidade. Os edifícios, aos poucos, transformaram-se em barreiras arquitetônicas que dificultam inelutavelmente o deslocamento de transeuntes e privam a população de usufruir os ensinamentos de grandes mestres da arquitetura [figura 9 e 10].</p>
<div id="attachment_698" class="wp-caption aligncenter" style="width: 380px"><a href="http://www.arquiteturarn.com.br/wp-content/uploads/figura17109.jpg"><img class="size-full wp-image-698" title="Figura 9" src="http://www.arquiteturarn.com.br/wp-content/uploads/figura17109.jpg" alt="Edifício localizado na superquadra 311, na asa norte (foto tirada pelo autor)." width="370" height="186" /></a><p class="wp-caption-text">Edifício localizado na superquadra 311, na asa norte (foto tirada pelo autor).</p></div>
<div id="attachment_697" class="wp-caption aligncenter" style="width: 380px"><a href="http://www.arquiteturarn.com.br/wp-content/uploads/figura17110.jpg"><img class="size-full wp-image-697" title="Figura 10" src="http://www.arquiteturarn.com.br/wp-content/uploads/figura17110.jpg" alt="Edifício localizado na superquadra 111, na asa norte (foto tirada pelo autor)" width="370" height="278" /></a><p class="wp-caption-text">Edifício localizado na superquadra 111, na asa norte (foto tirada pelo autor)</p></div>
<p><em>Francisco Lauande é arquiteto. Formado pela Universidade de Brasília (1987). Tem curso de pós-graduação em Sistemas de Construção pela Universidade Metropolitana de Tóquio (1990-1991). Foi membro do Conselho Fiscal do IAB-DF (1996-1997) e Diretor Cultural do IAB-DF (2000-2001). Foi o responsável pela organização da III Bienal de Arquitetura de Brasília (2001). Aluno de mestrado da FAU-UnB. Orientado pelo professor Antônio Carlos Carpintero.</em></p>
<h3><strong>Notas</strong></h3>
<ol>
<li>COSTA, Maria Elisa. Brasília 57-85: do plano-piloto ao “Plano Piloto”, p. 326. In: COSTA, Lúcio. <em>Registro de uma vivência</em>. São Paulo, Empresa das artes, 1995.</li>
<li>COSTA, Lúcio. Plano-piloto de Brasília. Brasília, Módulo Arquitetura Ltda., s/d, p. 14</li>
<li> Idem, ibidem, p. 18.</li>
<li> LYNCH, Kevin. <em>A imagem da cidade</em>. Tradução: Jefferson Luiz Camargo. São Paulo, Martins Fontes, 1999, p. 8.</li>
<li> Área residencial projetada pela NOVACAP formada, primordialmente, por casas, contrariando a proposta de Lúcio Costa, que previa a localização de pomares e hortas.</li>
</ol>
<h3 style="text-align: left;"><strong>Matéria retirada do site:</strong></h3>
<ul>
<li><a href="http://vitruvius.com.br/minhacidade/mc171/mc171.asp">http://vitruvius.com.br/minhacidade/mc171/mc171.asp</a></li>
</ul>
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		<title>Casa Serra 2008: Todo o Charme da Serra em um Único Lugar</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 02:35:19 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Arquitetura]]></category>

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		<description><![CDATA[A Casa Serra 2008, em Nova Frigurgo (RJ) vai reunir o que há de mais novo nas áreas de Arquitetura, Construção Civil, Indústria do Mobiliário, Meio Ambiente, Artes Plásticas, Exposições, Artesanato, Decoração, Metal Mecânico e Paisagismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">A Casa Serra 2008, em Nova Frigurgo (RJ) vai reunir o que há de mais novo nas áreas de Arquitetura, Construção Civil, Indústria do Mobiliário, Meio Ambiente, Artes Plásticas, Exposições, Artesanato, Decoração, Metal Mecânico e Paisagismo.</p>
<p align="justify">Muitas atividades estão programadas para o evento como mostras de arquitetura, engenharia, decoração, artes plásticas, eletros, móveis, paisagismo, metal mecânico, cursos e treinamentos de atualização profissional assim como palestras gratuitas.</p>
<p align="justify">O objetivo da Casa Serra é desenvolver oportunidades de negócios para os vários setores através de lançamentos de materiais, tecnologias, atualizações profissionais e novas tendências do mercado.</p>
<p align="justify">A construção civil é considerada um dos setores que mais emprega no país. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas Projetos, com base em dados do Ministério do Trabalho, só no ano passado a construção civil empregou 197 mil novos postos de trabalho com carteira assinada, o que significa um crescimento de 12,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.</p>
<p align="justify">Segundo os organizadores, o setor é uma das atividades econômicas da região que abrange empresas de pequeno, médio e grande porte e que movimentam economicamente toda a cadeia produtiva que envolve a construção civil.</p>
<p align="justify">A Casa Serra é uma promoção do Sinduscon, Sindicato da Indústria da Construção Civil, do IAB, &#8211; Nova Friburgo, AEANF E IENG. A última edição contou com 132 stands, 56 expositores e atraiu mais de 20.000 visitantes.</p>
<p align="justify">Feira da Arquitetura, Construção Civil &amp; Mobiliário, de 4 a 7 de setembro, das 13 às 21 horas, em Nova Friburgo Country Clube – Nova Friburgo (RJ).</p>
<p align="justify">Palestras Gratuitas &#8211; Casa Serra 2008: Nesta edição da Casa Serra os temas das palestras estão bem variados e vão abordar assuntos como design, pavimentação, direito específico da construção civil e novas técnicas da área.</p>
<p align="justify">A preocupação ambiental e a melhor forma de aproveitar novos recursos em benefício do planeta também estarão presentes nas palestras abordando assuntos como, contenção de encostas, asfalto modificado com borracha de pneu, gestão de resíduos e os benefícios do uso da energia solar.</p>
<p align="justify">As palestras são gratuitas e as inscrições podem ser feitas no site da Casa Serra &#8211; www.legitimanet.com.br/casaserra ou pelo telefone (22) 2522-4969.</p>
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		<title>Cine Nordeste é Mais um Engodo dos Governantes</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 02:34:42 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Arquitetura]]></category>

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		<description><![CDATA[Estranheza maior foi ver a governadora Wilma de Faria dar uma canetada, e através do decreto 20.597, no dia 26 de junho de 2008, onde, em seu texto principal, dizia que "Tomba a EDIFICAÇÃO do antigo Cine Nordeste, localizada no Centro, Natal/RN", e agora recebo, através da arquiteta Emanuelle Albuquerque a notícia de que, segundo ela "O tombamento do edifício (...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<address><em>Arthur Pipolo, para o <a href="http://www.arqrn.com/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=87&amp;Itemid=137">arqrn</a></em></address>
<blockquote>
<h3><em>O edifício está lá, sendo literalmente tombado, neste momento. Fica a sensação de que algo não ficou bem claro. Acho que essas políticas preservacionistas poderiam ser mais transparentes. </em></h3>
<h3><em> Manu Albuquerque</em></h3>
</blockquote>
<p align="justify">Acontecem coisas estranhas em todo canto neste mundo, mas fico abismado com a quantidade dessas estranhezas aqui no nosso amado estado do Rio Grande do Norte, e mais ainda na cidade chamada Natal.</p>
<p align="justify">Estranhezas como a de quatro veículos doados delo Governo Federal, para a segurança pública do RN, passaram, desde novembro do ano passado, esperando a boa vontade e o interesse do Governo do Estado para serem resgatados numa loja de Natal e, se não fosse o ultimato da concessionária, sabe-se lá quando esse &#8220;interesse&#8221; e &#8220;boa vontade&#8221; surgiriam dos gestores da segurança no Estado. Afinal, não estamos passando por uma fase de maior criminalidade que o Rio Grande do Norte já se viu inserida! &#8220;Não, Sr. Governo Federal, podem levar os carros de volta, não precisamos, somos, segundo estatísticas, uma das capitais mais seguras do Brasil!&#8221;, será?</p>
<p align="justify">Estranhezas como a de inaugurar um parque sem, ao menos, ter o mínimo de condições para o visitante. Construído às pressas, pois antes de julho tinha que já estar inaugurado! Afinal, as eleições já estavam batendo na porta.</p>
<p align="justify">Mas aí diríamos, &#8220;tudo bem, é Brasil, qual o político que não faz isso?!&#8221;. Aí, caros amigos, eu responderia que, realmente, &#8220;o pior do Brasil é o brasileiro!&#8221;.</p>
<p align="justify">E não será?</p>
<p align="justify">Estranheza maior foi ver a governadora Wilma de Faria dar uma canetada, e através do decreto 20.597, no dia 26 de junho de 2008, onde, em seu texto principal, dizia que <em>&#8220;Tomba a EDIFICAÇÃO do antigo Cine Nordeste, localizada no Centro, Natal/RN&#8221;</em>, e agora recebo, através da arquiteta Emanuelle Albuquerque a notícia de que, segundo ela, <em>&#8220;O tombamento do edifício do Cinema Nordeste resultou em uma proteção às 4 paredes externas. Foi o que constatei com muito pesar essa manhã (30 de agosto). Um grande magazine será instalado no local e o ´projeto´ novo, que previa a demolição de toda a parte interna do edifício, foi devidamente licenciado pela SEMURB, após o tombamento, por ter sido avaliado (segundo a SEMURB) e aprovado pelo Conselho Cultural.&#8221; </em></p>
<p>Quer dizer, estão brincando com o cidadão natalense e potiguar! Como se decreta algo e depois se diz &#8220;não, só tombamos 4 paredes!&#8221;. E com isso fazendo de palhaços os que desejam ver aquele histórico prédio INTEIRO. Gostaria de pedir licença e utilizar mais algumas palavras de Emanuelle que lamenta esta insana atitude dos &#8220;nossos&#8221; governantes: <em>&#8220;O edifício está lá, sendo literalmente tombado, neste momento. Fica a sensação de que algo não ficou bem claro. Acho que essas políticas preservacionistas poderiam ser mais transparentes.&#8221;</em></p>
<p>Ainda, quase suplicando por uma ajuda superior, em tom melancólico, e lamentando o desfecho do processo que mobilizou profissionais e populares, ela completa seu pensamento: <em>&#8220;Querendo ser Pollyana, penso que pelo menos teremos a fachada, já que o antigo projeto de estacionamento destruiria o prédio completamente, mas, diante do empenho de muitos, penso que é muito pouco. É triste, vergonhoso e desanimado&#8221;</em>. Mas sei que essa força que, aparentemente, aos pouco vai se esfarelando, ainda é enorme dentro desta lutadora, e isso me faz lembrar uma personagem de um filme, que todos conhecem por <em>Fênix</em>.</p>
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